13.2.08

Eu não posso encasquetar com um algo e não ver a solução de. E também, deveria evitar assistir filmes abalo-sísmico muito seguido. Infidelidade é uma historinha que mexeu desde a primeira vez (e era uma noite fria e insólita, afinal o cenário sempre contribui) que vi no cinema. Sempre descubro uma nuance nova nesse filme. Até as nuances nos cabelos do Richard Gere eu consigo descobrir novidades. Sim, é exagero. O caso é que abala e de um jeito que não sai da cabeça. Assisti ontem, pela quarta vez, porque precisava me libertar de uma história. De fato aconteceu, sai totalmente do meu enredo, mas entrei sobremaneira em todas as lembranças do marido... e quem diz porque? Tá, eu sei que isso não adianta nada e que a única saída para fazer um desaguar num bom texto é: ir para frente do maldito Word e trabalhar. Ou melhor, sentar a bunda na cadeira e simplesmente escrever.
Não o farei.
Preguiça de lado, dessa vez. Meus motivos são tão simples. Não estou afim, pelo menos agora, de alimentar alguns medos. Esses gordinhos que pensam - na verdade, supõem, caso pensassem seriam menos enfadonhos - que a minha vida gira em torno deles. Como se cada coisa, frase, texto, ou o tanto que me formam fossem feitos para eles. São medos, não são? E medos fazem assim mesmo, não podemos alimenta-los demais, porque quando colocamos o aviso de não tocar no bolo, eles não suportam e metem o dedo. Deveriam fazer dietas. Pelo menos, se depender de mim, hoje, morerrão a mingua.

6.2.08

O anteceder das coisas boas (parte II)

"...Mandei uma mensagem a jato às entidades do tempo
Já me foi verificado que nem mesmo haverá segundos
Que os minutos foram reavaliados..."

Eu lembro de você quando ouço Avassaladora. E quando ela toca sempre me vem a vontade de estar com você. E após estar com você, tenho vontade de te abraçar e dormir. Dormir um sono leve, sonho dos anjos, sono que antecede uma saudade imensa, mas uma saudade que não dói. Aquela saudade que traz um sorriso quando recordo, sabe? Como se isso fosse possível. Pois bem, para você e para mim é. Porque tudo que nós acreditávamos não ser possível, com a gente foi. Um sentimento tão livre, acima do chão. Muito acima do meu coração. Deste meu coração que está ao teus pés. Ahhh, e teus pés já sabem exatamente onde pisam. Já os meus... os meus pisam descalços. Adoro essa liberdade que nos prende, esse pouco esforço que fazemos e a maneira perfeita como tudo se encaixa. Adoro sua vida ainda não ser minha e nem a minha vida ainda não ser sua, e ao mesmo tempo, pertecerem-se... assim, uma vida inserida na outra, fundidas, formando uma alma só. De algum jeito um universo só nosso. E vezenquando eu até tento achar algum defeito na gente, mas com você eu descobri que tenho preguiça de usar a antiga tática de fuga, eu não consigo mais me desprender de você. E me recorda versos de Marisa "...mas eu te quero livre também", quero que você respire, porque eu também preciso respirar. E você me dá ar, e você me dá aconchego, e você me dá nada e tudo. E sem querer definir, sem querer limitar afirmando apenas que és o amor da minha vida, porque ficaria de fora a soma das alegrias que me proporciona quando me fazes mulher, tua mulher. E por você não há culpa, não há nada que não valha a pena... sentimento único.
Como dizes "incomparável, imensurável e sobretudo, atemporal...".
Faltam 3 contados.

26.1.08

Arco-íris

Todas as cores cabem em você: as do dia, as da noite, as frenéticas e vibrantes, as do silenciar... Isso tudo poque você é pura luz. E, qual luz, é leve, veloz e irradia... Agradeço aos deuses por tê-la perto, mesmo à distância... com a certeza dos olhos de sempre generosamente transmitindo sonetos e claridade. Já reparou como você parece o sol? Obrigada por despertar meus desejos, sacudir minha cabeça, gargalhar até morrer, acalmar minha respiração... Entre sono valorosamente perdido, deleites histológicos, aflições desnecessárias, caminhadas em manhã de sol, estalidos de emoção quase de criança, conversas intermináveis de mulher, música, cinema, alegrias e tristezas repentinas e tudo tudo tudo que a gente já compartilhou, dedico a você aquilo que considero mais importante: a nossa diferença; o que cada um trouxe de novo à existência da outra. Para mim você é anjo. Um anjinho com pés lindamente delicados e cachinhos do mais puro e refinado ouro... te amo. Tudo que é belo é tão difícil quanto raro.

25.1.08

No BSB Mix, sítio dedicado à leitura, a gente toda pode fazer uma lista dos seus 10+.
Aqueles que são os seus dez livros indispensáveis.
a minha listinha ficou assim: (a máxima: a ordem dos fatores, blablabla...)

Ficções - Jorge Luis Borges
A Odisséia de Homero
Grande Sertão: Veredas - Guimarães Rosa
Laços de Família - Clarice Lispector
Planalto em Chamas - Juan Rulfo
Contos Completos Anton Tchecov
Duas Iguais - Cíntia Moscovich
Dom Casmurro - Machado de Assis
Como se moesse ferro - Altair Martins
Ovelhas Negras - Caio Fernando Abreu

19.1.08

Quarta-feira, 16 de janeiro de 2008.

Pensei em ti. Eram exatamente oito horas quando pensei em ti. O dia não aguentava mais se manter de pé, e logo aquele restinho de tarde no céu, este céu que quase nunca escurece, sabia? Mesmo sem estrela, o céu aqui não tem estrela, sabia? Imaginei você tão perto de mim e abri os braços como que para abraçar a cidade inteira, um jeito de lhe abraçar também, mesmo que alguém pense que seja impossível abraçar assim, eu bem sei que existe um mundo e outra metade entre nossos corpos, é por isso que antes de chegar ao fim do abraço lhe tomei com os olhos, e repeti baixinho que seja eterno... que seja eterno... que seja eterno e assim por diante, até a hora de nos encontrarmos.

Para ti...

(para ser lido ao som de Risos e Memórias - Pedro Mariano)

O Sr. Caio Fernando Abreu perdoará. Afinal, de quando em quando acontecem...
...Elas, as Pequenas Epifanias.
(Fragmentos disso que chamamos, com aquele mesmo descuido, de "minha vida". Outros fragmentos, daquela "outra vida")

Ele disse que há alguns dias, Deus - ou isso que chamamos assim, tão descuidadamente, de Deus -, enviou-me certo presente ambíguo: uma possibilidade de amor. Ou disso que chamamos, também com descuido e alguma pressa, de amor. E você sabe a que me refiro.
Antes que pudesse me assustar e, depois do susto, hesitar entre ir ou não ir, querer ou não querer - eu já estava lá dentro. E estar dentro daquilo era bom. Não me entenda mal - não aconteceu qualquer intimidade dessas que você certamente imagina. Na verdade, não aconteceu quase nada.
Então que aqui, nesse dia, eu digo que, sem que eu me desse conta, porque essas coisas acontecem sem que a gente se dê a menor conta, um anjo, ou Deus - vai ver que sensibilizados pela proximidade do Natal - e não dizem que todos ficam assim, um pouco dados a realizar os mais íntimos desejos nessa época -, enviou-me o mais delicado presente: uma possibilidade de amor. Ou disso que chamamos, também com descuido e alguma pressa, porque queremos tanto não é mesmo, que nem mesmo poderíamos nos culpar, de amor. E nós - que de uma hora para outra chegamos perto o suficiente para saber das coisas que ninguém mais sabe -, nós sabemos a que me refiro.
Não adiantava mais eu me assustar e, depois do susto, angustiar entre ir ou não ir, querer ou não querer - inevitavelmente, já estava paralizada, sentadinha e boba no interior disso que faz o dia parecer mais dia e que faz a noite parecer mais doce: a terna possibilidade do amor. Porque estar dentro é bom. Não entenda mal - dá um certo conforto saber que no fundo não entenderás mal -, pois sei que apesar de não ter acontecido nenhuma dessas intimidades que as pessoas certamente vão se dispor a imaginar, e que julgam necessárias para que isso aconteça, é quase como um anteceder das coisas boas. Mesmo que até então, não tenha acontecido quase nada, uma brincadeira, um suspiro mais sincero, um beijo roubado e quase nada.
Os fragmentos daquilo que, continuamos sendo tão descuidados, chamo de "minha vida". Os fragmentos daí, que chegam até aqui, dessa tua que é a "outra vida". Que um dia foram cruzadas, por puro descuido, por puro mistério, sem nenhuma pretensão, muito pelo contrário, entre a certeza - essa certeza tão burra que costumamos achar que possuímos, nós que da nossa vida só somos despossuidores - daqueles que não imaginam que surpresas estão nos esperando no próximo passo. Então, te digo que o que tenho feito é redescobrir uma magia - ela andava tão gasta e apagada que perdera até o nome -, sem nenhum susto. Porque é como se fizesse um certo sentido esses pedacinhos desconexos. Os mesmos que de uma hora para outra começaram a se juntar e como uma possibilidade desejam formar entre todos o mosaico mais bonito.



10.1.08

No orkut

Today's fortune:
Answer just what your heart prompts you.

Cínico.

6.1.08

Ela fazia muitos planos e eu só queria estar ali, sempre ao lado dela. Eu não tinha aonde ir e não quis me separar.
Ela também estava perdida e, por isso, se agarrava a mim também, e eu me agarrava a ela, porque eu não queria mais niguém.
E eu dizia: - Ainda é cedo.
Sei que ela terminou o que eu não comecei.
E o que ela descobriu, eu aprendi também, eu sei.
Ela falou: - Você tem medo.
Aí eu disse: - Quem tem medo é você.
Falamos o que não devia nunca ser dito por ninguém.
Ela me disse: - Eu não sei mais o que eu sinto por você.

...

Dia após dia após o fim do mundo, ela não se esconde do sol, só dos amores indispostos.
Creio que você e eu, estamos ligeiramente como Marie.

εïз

Um beijo gigante pra tu que eu adoro

4.1.08

Para começar bem o ano...

SARAU DO BROWN COM TRIBALISTAS NO MUSEU DU RITMO

Mais aqui.
êêêh Salvador!!!

Créditos:
Jéferson Güntzel