Eu conheci Caio F. pelas colunas no Estado de São Paulo. Colunas que eu li quase semanalmente durante toda a minha adolescência.
-
Ler Caio, para mim, sempre foi ser uma descobridora de mim mesma, de coisas que estão tão profundas - porque são tão fundas nos que vivem - que se não fosse pelo estilo do texto passariam despercebidas. É o consumir de um enredo que troca pontos por vírgulas, que não dá importância à maísculas, que tropeça em travessões, quem empurra, que insiste. Apenas porque precisa viver.
Ler Caio, para mim, sempre foi ser uma descobridora de mim mesma, de coisas que estão tão profundas - porque são tão fundas nos que vivem - que se não fosse pelo estilo do texto passariam despercebidas. É o consumir de um enredo que troca pontos por vírgulas, que não dá importância à maísculas, que tropeça em travessões, quem empurra, que insiste. Apenas porque precisa viver.
-
Jamais li um texto de Caio. Desde os Morangos Mofados [o primeiro que tive acesso], sempre os vivi. Por não saber, maybe, outro jeito de entrar no mundo de uma solidão que ao invés de deprimir instiga à descoberta de coisas desconhecidas. Das relações profundas e tocantes que nos fazem ter vontade de ter um amor sofrido-sofrido, para, quem sabe, vermos a delícia que existe no canto da lágrima, no raio de sol que reflete de uma lágrima.
Jamais li um texto de Caio. Desde os Morangos Mofados [o primeiro que tive acesso], sempre os vivi. Por não saber, maybe, outro jeito de entrar no mundo de uma solidão que ao invés de deprimir instiga à descoberta de coisas desconhecidas. Das relações profundas e tocantes que nos fazem ter vontade de ter um amor sofrido-sofrido, para, quem sabe, vermos a delícia que existe no canto da lágrima, no raio de sol que reflete de uma lágrima.
-
A história do Caio poderia ter sido pausada em 1996 com a sua morte. No entanto, paralela a vida-de-verdade, Caio-autor tratou de criar em seu projeto literário uma magnífica vida-de-ficção. Universo de personagens que se vislumbram com a con.tra.cul.tu.ra dos anos 70, penetram no vazio da abertura dos 80 e fazem vôos ra.san.tes, descobridores como a modernidade que escancarou as portas nas epidemias dos anos 90.
A história do Caio poderia ter sido pausada em 1996 com a sua morte. No entanto, paralela a vida-de-verdade, Caio-autor tratou de criar em seu projeto literário uma magnífica vida-de-ficção. Universo de personagens que se vislumbram com a con.tra.cul.tu.ra dos anos 70, penetram no vazio da abertura dos 80 e fazem vôos ra.san.tes, descobridores como a modernidade que escancarou as portas nas epidemias dos anos 90.
-
E por culpa do Caio eu aprendi a ser mais doce.
E por culpa do Caio eu aprendi a ser mais doce.
