2.6.10

- Xiiiiiiiiiiiiiiiu!

Dessa vez não. Dessa vez minha boca grande não me pega. Dessa vez eu não conto aos quatro ventos. Dessa vez eu vou ouvir a voz da minha mãe que me diz desde pirralha “se preserve” e eu como uma pirralha birrenta nunca ouvi. Dessa fez eu faço tudo diferente. Pra ver se da certo. Tô cansada de ser eu e dar errado. Tô cansada de surtar, pirar, de falar, de contar, de dar detalhes e tudo dar errado. Dessa vez eu vou guardar tudo de bom que me acontece. Eu não vou dividir ou vou dividir apenas a parcas pessoas da lista vip do meu ser. Nada disso mais de contar tudo pra todo mundo. Nada disso de surtar e falar tudo que eu penso. Nada disso de vir aqui e falar, falar, falar... Agora é só ser leve. Brisa. Eu cansei de ser confusa, louca, intensa e perder tudo. Eu cansei de pirar à noite, e passar semanas pra me encontrar. Eu cansei de dar detalhes de tudo a todo mundo. Pois eu sempre fiz tudo isso e sempre perdi mais que ganhei. Agora é assim, boca de siri, cara de blasé e a esperança de que essa normalidade, essa preservação toda, deixe as coisas boas acontecerem. Mesmo querendo, mesmo morrendo de vontade de gritar meia dúzia de coisas eu não vou. Eu vou é pra frente do espelho, respiro fundo e me peço calma. Repito mil vezes pra engolir minha ansiedade, minha intensidade, minha loucura. Leve, lembra? Seja leve. Nada de contar medos, de desatar a falar de vontades, de verdades, de piração da minha alma que mal eu compreendo. Nada disso. Falar só se forem amenidades. É isso, nada do que acontece tão cedo por aqui. Uma tentativa de preservar o que de bom pode vir. Xiiiiiiiiiiiiiiiu! Repito pra mim várias vezes...

29.5.10

Do que está por vir

Senhorita Gê,

Haverá coisas para você aqui. Será uma quarta-feira. E no calendário marcará dois (eu disse d-o-i-s, rs) de junho de dois mil e dez .

Até.
Apague a luz, querida. A conta veio alta.
Nos cotidianos me inspiro a cuspir palavras, vomitar desabafos, encurtar a vida.
Se fazemos da vida um problema maior, meus textos saem como poesia, historinhas pra fazer dormir qualquer individuo seco e impotente.
Fumando daquele cigarro mais barato, gritando e descabelando por um problema banal.
Minhas palavras mudam e mudam e dizem a mesma merda de sempre.
Não vou escrever sobre política, sobre amor, sobre a juventude que ficou perdida na memória, sobre músicas, sobre a maldição, sobre absolutamente nada.
Mas escrevo, deixo as palavras cansativas fluirem da maneira mais chata.
Paro, reflito e canso.
Provavelmente dormi.
Provavelmente isso apenas morreu em mim.
Me levanto e vou.
Eu sempre vôo.

24.5.10

Tola foi você...

(de: Angela Rô Rô)
- Garçon, um Martini duplo! DJ, um mambo, por favor!

Tola foi você ao me abandonar
Desprezando tanto amor que eu tinha a dar
Agora veja bem, o mal é vai e vem
Só esperar
E se eu mudei devo à você
Todo desamor que a vida me ensinou
Coração aberto, felicidade perto
Sou toda amor
Agradeço tanto, agradeço por você
Não ser do jeito que eu sou
Agradeço tanto, agradeço por você
Não ter me dado o seu amor

20.5.10

A arte de contar histórias

Se eu te pergunto quando se inicia uma história, parece fácil responder. Mas toda história é continuidade de uma história prévia. O que nos faz pensar que todos os acontecimentos do mundo, mesmo os mais insignificantes como a nossa vidazinha torpe, estão ligados por um (vezenquando nem tão) invisível liame. Contar uma história é ato de escolhas. Escolhe-se um tempo, um lugar, uma forma entre tantos milhões.
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Daí entram os recursos narrativos, que fazem uma história mais ou menos interessante. Por exemplo, a grande ideia (sem acento) do Tarantino ao contar de forma não linear o seu filme Pulp Fiction. Ele se utiliza na verdade de um recurso narrativo que já estava presente nos gregos (os caras que escreveram TUDO), Homero, sendo mais exata: o tal do IN MEDIA RES. “No meio dos acontecimentos”, numa tradução consagrada. Começa-se a narrar a ação depois que esta já foi iniciada, guardando na manga o recurso do flashback, depois de já ter instigado o leitor/espectador a conhecer o resto da história.
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O uso mais conhecido da técnica foi em Os lusíadas, de Camões, considerada a primeira epopéia moderna, lá do século XVI. A história das navegações de Vasco da Gama começa a ser narrada quando este já está em alto mar: “Já no largo Oceano navegavam,/ as inquietas ondas apartando;”.
E somente depois, ele narra os acontecimentos que antecederam a partida.
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(continua...)

Pequenas descobertas - parte III

Se a religião é o ópio do povo, o futebol é o baseado.

Ai, que delícia!

Confesso, minha tevê já virou vaso de samambaia roxa, mas Aquilo que dá no coração me proporciona verdadeiros orgasmos auditivos...

11.5.10

Sapatos para quem entende de sapatos

Depois do ensaio sexual, digo, sensual, com Juliana Paes e Cléo Pires, a Arezzo resolveu apostar em quem de fato entende do riscado. Mesmo sabendo que uma das meninas não usa sapatos durante os shows, a Arezzo acredita que ela deva usar em algum lugar... e mesmo que não use nunca, a Arezzo sabe e sabe mesmo que ela entende de sapatos.
É, estou falando da Zé, digo, Maria Gadu, a estrela pop mpbilística de 2009. A que tirou Ana Carolina da trilha sonora da novela das oito como seu "shimbalaiê nãnã nim nãnã ná...".
Além de calçar sapatos, o rapaz, digo, a moça, aparece de vestidinho... É gente!!! isso mesmo. A Maria Gadu que dia desses deu uma entrevista falando que usa cuecas se rendeu ao mundo feminino. Afinal de contas, pagando bem, que mal tem?
Além da Gadu a Roberta Sá, a Mariana Aydar e a Ana Cañas também figuram (e de forma maestrosa) o novo catálago da Arezzo.
Eu achei lindo, confesso, e acho que a cada dia que se passa a Arezzo inova e dá um tapa na cara da sociedade. Primeiro colocou a Juliana e a Cléo em poses homo e agora coloca a Gadu de mulherzinha.
É bem por aí. Você pode até vestir rótulos, mas tem que calçar AREZZO.
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"Linda como um neném. Que sexo tem? Que sexo tem? Namora sempre com gay .... Só vai na boa e se dar bem..."

10.5.10

Dez respostas que se pode ter...

...com músicas de Lenine:

1) É homem ou mulher? Todas elas juntas num so ser
2) Descreva-se: Sentimental
3) O que as pessoas acham de você? A balada do cachorro doido
4) Como você descreveria o seu último relacionamento? A medida da paixao
5) Descreva o estado atual da sua relação com seu amor ou pretendente? Na pressão
6) Onde gostaria de estar agora? Último por do sol
7) O que pensa a respeito do amor? Do it
8) Como é a sua vida? Candeeiro encantado
9) O que pediria, se pudesse ter só um desejo? Paciência
10) Escreva uma frase sábia Eu sou meu guia

Você...

Despiu meus pesadelos, recobriu meus medos e me completou.