23.11.10
19.11.10
Prezados Dramaturgos
Deixa eu pensar...
Ah, olha só: um empresário [é, tem que ser empresário, idéia fixa, entenda] do ramo da música! ... mas pela amor, não contrate a Grazi BBB - E nenhuma outra também- pra interpretar uma das cantoras empresariadas por ele.
História de vida fica a critério, porém, nada de amores do passado ressurgindo. A personalidade tem que ser forte e verdadeira: pegador ao máximo, mas não só das gostosas. Põe aí uma mistura de Alfie com Don Juan, que fica tudo certo.
Mora só, tem um braço direito e melhor amigo que cuida da casa dele, e uma cozinheira que foi sua babá, por quem ele tem tremenda gratidão. Os pais moram fora do Brasil, de preferência um país nada exótico e só sabemos que eles existem porque terão cenas de algumas ligações telefônicas. Em tempo: evitem webcam de trocentas resoluções, que isso também engana feio e quero gostar de ver, não pegar nojinho.
Embora muito sedutor, nenhuma vai cair de quatro por ele, e se cair também, ele vai ser muito honesto, sem ilusões... não vai enganar milhões de mulheres por semana, e não desenvolveremos birra do personagem por machucar corações. Vai, isso é possível. Ah, e tem que ser novela das nove, pra ter cenas mais mais.
Junto da gravadora, ele terá uma casa de descanso para idosos, onde ele vai todo domingo passar algumas horas, e deixa toda a organização nas mãos da irmã mais velha... pode ser a Patrícia Pillar pro papel, não ligo.
Por algum motivo misterioso, ele não se apaixona fácil por uma só, porém tem cuidado extremo com quem gosta, ainda que de muitas... Mas sejam inteligentes... estruturem um outro olhar... amor do passado é old.
Dica: viu os pais passarem por crises terríveis de relacionamento, por isso se fecha para o amor.
Nota de ouro: faz terapia, por isso. Terapeuta homem também, já que mulher ia se apaixonar por ele, esquecendo-se da ética.
E pra tudo isso, chamem Alexandre Nero.
Porque não sei quem foi que falou que ele tem que fazer papéizinhos.
O cara precisa de um personagem principal.
Gracta.
17.11.10
Nota
6.11.10
Querido Papai Noel
23.10.10
Para ti...
O Sr. Caio Fernando Abreu perdoará. Afinal, de quando em quando acontecem...
...Elas, as Pequenas Epifanias.
(Fragmentos disso que chamamos, com aquele mesmo descuido, de "minha vida". Outros fragmentos, daquela "outra vida")
Ele disse que há alguns meses, Deus - ou isso que chamamos assim, tão descuidadamente, de Deus - enviou-me certo presente ambíguo: uma possibilidade de amor. Ou disso que chamamos, também com descuido e alguma pressa, de amor. E você sabe a que me refiro.
Antes que pudesse me assustar e, depois do susto, hesitar entre ir ou não ir, querer ou não querer - eu já estava lá dentro. E estar dentro daquilo era bom. Não me entenda mal - não aconteceu qualquer intimidade dessas que você certamente imagina. Na verdade, não aconteceu quase nada.
Então que aqui, nesse dia, eu digo que, sem que eu me desse conta, porque essas coisas acontecem sem que a gente se dê a menor conta, um anjo, ou Deus - vai ver que sensibilizados pela proximidade da época com o Natal - e não dizem que todos ficam assim, um pouco dados a realizar os mais íntimos desejos nessa época - enviou-me o mais delicado presente: uma possibilidade de amor. Ou disso que chamamos, também com descuido e alguma pressa, porque queremos tanto não é mesmo, que nem mesmo poderíamos nos culpar, de amor. E nós - que de uma hora para outra chegamos perto o suficiente para saber das coisas que ninguém mais sabe -, nós sabemos a que me refiro.
Não adiantava mais eu me assustar e, depois do susto, angustiar entre ir ou não ir, querer ou não querer - inevitavelmente, já estava paralizada, sentadinha e boba no interior disso que faz o dia parecer mais dia e que faz a noite parecer mais doce: a terna possibilidade do amor. Porque estar dentro é bom. Não entenda mal - dá um certo conforto saber que no fundo não entenderás mal -, pois sei que apesar de não ter acontecido nenhuma dessas intimidades que as pessoas certamente vão se dispor a imaginar, e que julgam necessárias para que isso aconteça, é quase como um anteceder das coisas boas. Mesmo que até então, não tenha acontecido quase nada, uma brincadeira, um suspiro mais sincero, um beijo roubado e "quase nada".
Os fragmentos daquilo que, continuamos sendo tão descuidados, chamo de "minha vida". Os fragmentos daí, que chegam até aqui, dessa tua que é a "outra vida". Que um dia foram cruzadas, por puro descuido, por puro mistério, sem nenhuma pretensão, muito pelo contrário, entre a certeza - essa certeza tão burra que costumamos achar que possuímos, nós que da nossa vida só somos despossuidores - daqueles que não imaginam que surpresas estão nos esperando no próximo passo. Então, te digo que o que tenho feito é redescobrir uma magia - ela andava tão gasta e apagada que perdera até o nome -, sem nenhum susto. Porque é como se fizesse um certo sentido esses pedacinhos desconexos. Os mesmos que de uma hora para outra começaram a se juntar e como uma possibilidade desejam formar entre todos o mosaico mais bonito.
Formspring
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Não, gente, querem sme perguntar coisas? Manda um e-mail, me liga, coisas assim...
Vou logo dizendo, mãe Natyara responde mas, infelizmente, não traz a pessoa amada em 07 dias.
Gente, que coisa!
Sabe, desde muito pequena eu tinha certeza absoluta que eu ia me dar bem na vida porque 99% das pessoas no mundo são burras. Sério. Eu lembro quando eu tinha uns quatros anos e fui comprar dindin (ou sacolé, ou piqui-niqui, sei lá como você chama) com uma prima da mesma idade que a minha, eu com meu dinheiro e ela com o dela. Na hora que ela tirou o dinheiro e me mostrou eu disse: esse dinheiro não funciona. Quatro anos e eu já sabia que o dinheiro que ela estava na mão já havia saído de circulação (oi, anos 90?).
claro que eu não sabia exatamente isso, mas eu sabia que aquilo não funcionava mais. Ela duvidou. E não conseguiu o dindin. Só lembro dela me dizendo, meu papai me deu esse dinheiro, ele funciona. E eu, no auge dos meus 4 anos chupando meu dindin, disse: seu pai acha que você é burra.
Natyara Amorim. Decepcionando pessoas desde 1990.
Daí que essa minha prima entrou chorando na casa da minha vó dizendo que eu tinha chamado ela de burra,veio todo mundo querendo saber por que, e eu me explicando, o dinheiro não funciooona. Sabe por que eu lembro exatamente desse episódio? Porque acho que foi aí que cresceu essa minha intolerância com gente burra. Brigaram foi comigo, quem foi chamada atenção fui eu, e ainda tive que dar meu dindin para ela como indenização. MINHA MÃE FICOU CONTRA MIM.
Quatro anos de idade sendo punida por ser mais inteligente. Depois nego pergunta de onde sai tanto rancor.
E por que eu tou falando isso?
Porque indagorinha mesmo quase que minha rua fica toda em chamas, mas QUASE, o caminhão de bombeiros ainda está lá e tudo culpa da vizinha.
Mesma vizinha que meses atrás chamou a minha mãe para dizer que eu era muito mal educada. Minha mãe me perguntou o porquê e eu respondi: porque ela é burra (não só burra, como inoperante e mal educada) mas minha mãe, obviamente, me chamou atenção. Coitada dela, minha filha, não é assim. Faltou dar meu dindin para ela.
É coitada, mãe, não é burra, viu o carro na garagem por meia hora pegando fogo e se limitou a dizer: achei que sairia água pelo teto e apagaria. Não pensei que tinha que chamar o bombeiro.
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você é burra.
Bilhete
Minha alma está nua a espera de teus beijos!
16.10.10
Serra e Veja em: REPUGNANTE!
Depois ninguém sabe porque os assinantes da VEJA despencaram de quase 1 milhão para pouco mais de 100...
Nova capa da Veja é destruída 1 minuto após divulgação!
Que a revista Veja não passa de um panfleto da extrema direita tupiniquim, atualmente a serviço da campanha de José Serra, ninguém tem mais dúvida. Por isso não vou chover no molhado. Com o advento da internet e o surgimento da blogosfera progressista, as mentiras, os factóides e a hipocrisia de Veja passaram a ser desmascaradas em questão de dias, depois horas e agora... minutos!
A galera do twitter estava de olho esperando o que o pasquim dos Civita ia aprontar contra Dilma e... bingo: aborto! O objetivo é claro, mostrar que Dilma é "do mal", a favor de "matar criancinhas", além de mentirosa e incoerente.
Mas é mais um tiro no pé. Bastou Veja divulgar a capa "bombástica" que alguém pesquisou e achou outra capa da mesma revista, de setembro de 1997, que trazia uma matéria séria sobre o tema, amplamente favorável à liberação do aborto, com confissões abertas inclusive feitas por celebridades! Confira:
e o preconceito e revelam suas experiências
- Andréa Barros, Angélica Santa Cruz e Neuza Sanches
ELAS RESOLVERAM FALAR. Quebrando o muro de silêncio que sempre cercou o aborto, oito dezenas de mulheres procuradas por VEJA decidiram contar como aconteceu, quando, por quê. Falaram atrizes, cantoras, intelectuais mas também operárias, domésticas, donas de casa. Falaram de angústia, de culpa, de dor e de solidão. Também falaram de clínicas mal equipadas, de médicos sem escrúpulos, de enfermeiras sem preparo, de maridos e namorados ausentes. A apresentadora Hebe Camargo contou que, quando era uma jovem de 18 anos, ficou grávida do primeiro namorado e foi parar nas mãos de uma curiosa que fez a cirurgia sem anestesia nem cuidado. A atriz Aracy Balabanian, a Cassandra do Sai de Baixo, ficou grávida quando estava chegando aos 40 anos e dando fim a um longo relacionamento. Resolveu fazer o aborto, convencida de que a criança não teria um bom pai nem ela seria capaz de criá-la sozinha. Metalúrgica da Força Sindical, a mineira Nair Goulart, 45 anos, fez dois abortos nos anos 70 por motivos econômicos. Ela e o marido, também operário, ganhavam pouco, viviam num quarto de despejo e não teriam meios de educar nenhum filho.
Quando o Congresso brasileiro debate a regulamentação de uma legislação que autoriza a realização de aborto apenas em caso de estupro e de risco de vida para a mãe como está previsto no Código Penal desde 1940 , a disposição das mulheres que falaram a VEJA não é apenas oportuna, mas também corajosa. Embora o 1º Tribunal do Júri de São Paulo, o maior do país, já tenha completado mais de uma década sem condenar nenhuma mulher em função do aborto, a legislação estabelece para esses casos penas que vão de um a três anos de prisão. E a maioria delas não fez aborto pelos motivos previstos em lei, mas porque, cada uma em seu momento, cada uma com sua história pessoal, considerou as circunstâncias e concluiu que interromper a gravidez era uma saída menos dolorosa do que ter um filho que não poderia criar. (a reportagem continua neste link).
Ah, outra coisa importante: a blogosfera também desencavou uma reportagem da revista TRIP de nº 41, na qual Soninha Francine declarou que já tinha feito aborto e que era favorável à descriminalização. (link aqui).
Detalhe: Soninha, ex-esquerdista e atual neocon renascida, é uma das coordenadoras de campanha de José Serra (PSDB). Ela é cotada para ser Ministra de Serra, se ele vencesse, e atua na campanha sobretudo na internet. E é pela internet, através de emails em massa, que partidários de Serra espalham a campanha de ódio e difamação contra Dilma.
Se não me engano, a denúncia foi feita pelo blog Os Amigos do Presidente Lula, que fez questão de comentar: "Nós não somos como eles, e não vamos apedrejar Soninha. O próprio cristianismo ensina que, quem não tiver pecados, que atire a primeira pedra. Vamos só denunciar essa hipocrisia, essa má-fé, o falso testemunho, e esse uso do nome do Senhor em vão, com fins eleitoreiros, pelos partidários de José Serra."
E agora, José Serra? Será que sua esposinha vai sair por aí gritando aos quatro ventos que a Hebe Camargo e Soninha gostam de "matar criancinhas"? Quem viver, verá...




