Se eu te pergunto quando se inicia uma história, parece fácil responder. Mas toda história é continuidade de uma história prévia. O que nos faz pensar que todos os acontecimentos do mundo, mesmo os mais insignificantes como a nossa vidazinha torpe, estão ligados por um (vezenquando nem tão) invisível liame. Contar uma história é ato de escolhas. Escolhe-se um tempo, um lugar, uma forma entre tantos milhões.
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Daí entram os recursos narrativos, que fazem uma história mais ou menos interessante. Por exemplo, a grande ideia (sem acento) do Tarantino ao contar de forma não linear o seu filme Pulp Fiction. Ele se utiliza na verdade de um recurso narrativo que já estava presente nos gregos (os caras que escreveram TUDO), Homero, sendo mais exata: o tal do IN MEDIA RES. “No meio dos acontecimentos”, numa tradução consagrada. Começa-se a narrar a ação depois que esta já foi iniciada, guardando na manga o recurso do flashback, depois de já ter instigado o leitor/espectador a conhecer o resto da história.
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O uso mais conhecido da técnica foi em Os lusíadas, de Camões, considerada a primeira epopéia moderna, lá do século XVI. A história das navegações de Vasco da Gama começa a ser narrada quando este já está em alto mar: “Já no largo Oceano navegavam,/ as inquietas ondas apartando;”.
E somente depois, ele narra os acontecimentos que antecederam a partida.
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(continua...)
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Daí entram os recursos narrativos, que fazem uma história mais ou menos interessante. Por exemplo, a grande ideia (sem acento) do Tarantino ao contar de forma não linear o seu filme Pulp Fiction. Ele se utiliza na verdade de um recurso narrativo que já estava presente nos gregos (os caras que escreveram TUDO), Homero, sendo mais exata: o tal do IN MEDIA RES. “No meio dos acontecimentos”, numa tradução consagrada. Começa-se a narrar a ação depois que esta já foi iniciada, guardando na manga o recurso do flashback, depois de já ter instigado o leitor/espectador a conhecer o resto da história.
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O uso mais conhecido da técnica foi em Os lusíadas, de Camões, considerada a primeira epopéia moderna, lá do século XVI. A história das navegações de Vasco da Gama começa a ser narrada quando este já está em alto mar: “Já no largo Oceano navegavam,/ as inquietas ondas apartando;”.
E somente depois, ele narra os acontecimentos que antecederam a partida.
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